Em Loriga, na Serra da Estrela, o cômbaro é um muro tendencialmente de granito que sustenta os famosos socalcos que ladeiam a vila.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Nem tudo...
"Nem tudo é fácil
É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e
atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre
falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio
umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!"
Cecília Meireles
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
"Organiza o Natal", de Carlos Drummond de Andrade
"Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.
Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.
Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.
A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.
O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.
Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade."
Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Enorme ignorância ou maldade?...Uma Vergonha!!!!!
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| LORIGA, ainda na Serra da Estrela e em Portugal... |
Perdoem os citados, mas assino por baixo as palavras das seguintes pessoas, algumas das muitas que estão naturalmente chocadas com a Câmara Municipal de Seia, retiradas sem consentimento das mesmas do Facebook.
"Dê aqui a sua opinião, manifeste o seu descontentamento pela erro cometido. Chega! A
imagem de Loriga é usada abusivamente e constantemente para promover outros locais!"
PEDRO AMARO
http://www.cm-seia.pt/index.php?option=com_facileforms&Itemid=600
"O Plano Estratégico de Seia que consta do site da Câmara Municipal de Seia e que, por mero acaso, consultei um dia destes, tem esta enormidade, que obviamente muito me incomodou para não utilizar o verbo indignar porque poderá ser forte demais, mas que poderá ser o termo a utilizar depois de alguém explicar a origem deste desaforo….e que poderá estar correlacionado com o processo de licenciamento da “Requalificação da Estância de Sky” do qual não houve mais publicitação depois da sessão realizada em Loriga(e conviria que alguém dissesse o que se passou depois disso, uma vez que, supostamente, foi uma audiência pública).Diz este plano a pag. 55: “ Importa no entanto destacar 4 equipamentos referenciais à escala concelhia e com relevância à escala regional e nacional: Estância de esqui situada na freguesia do Sabugueiro, no centro do Parque Natural da serra da Estrela, foi recentemente alvo dum processo de renovação finalizado em 2003…” não acrescento mais nada para não provocar a ira dos meus conterrâneos que não deixarão de exigir a reparação deste erro que deveria há muito ter sido detectado pelos que a este documento tiveram acesso(por obrigação e pelas funções autárquicas que exercem)."
"Há várias questões: os autores supostamente não conhecem a região e fazem um documento desta importância sem a conhecerem; escrevem coisas destas porque se socorreram de fontes? Que fontes?
Escreveram-nas há, pelo menos 2 anos e tal…e …quem aprovou este documento? Com quem foi discutido? E ninguém o leu? Nem os que o pagaram? Nem os funcionários? Há quase 3 anos!!!…
Eu dei conta, por causa da Agenda 21 e num documento que me enviaram….lá constava o mesmo disparate…por isso denunciei…"DR. VICTOR MOURA
"Pois é... Sr. Presidente do Município de Seia, avalie o trabalho dos seus técnicos. Isto de confundir os limites de Freguesias é pior do que apoiar a sua extinção, ainda por cima aquando estão em causa interesses económicos derivados de empresas privadas que têm abusado dos baldios pertença das populações neste caso de Loriga como é o caso TURISTRELA E VODAFONE, chamar freguesia do Sabugueiro aos Covões de Loriga ofende tanto os Loriguenses como os Sabugueirenses, povo honesto e sincero por quem nutro imenso carinho e respeito.
Que há muitas manchas negras na história das Pista de Esqui de Loriga, que ainda hoje não sei porque são chamadas “Estancia de Esqui Vodafone”, já há muito desconfiávamos, mas ver informações erradas a ser emanadas pelo Município isso é trágico, também já não nos admira, pois alguém tenta omitir a existência de belas paisagens no SW da Estrela, mais propriamente os vales de Loriga e Alvoco da Serra, para não falar da inexistência ou promoção em qualquer panfleto turístico da Câmara, bem como nas estradas dentro de Seia e próximas do acesso à Torre pela Portela do Arão. Será caso para questionar: o concelho é só até São Romão?.
Acredito na honestidade do Presidente do Município, não tanto em alguns colaboradores.
Loriga e os povos do SW já bastante espoliados vão estar atentos e exigem dos seus autarcas e principalmente do Município o merecido respeito pelas populações, pela legalidade, equidade igualdade e legitimidade, são exigências legitimas que não ferem o orçamento camarário. Agora, serem as freguesias desprovidas daquilo que é seu! Isso nunca!."
CARLOS AMARO
"Este assunto é pertinente e toca a todos os Loriguenses, não nos devemos manter somente no face devemos agir!!! Isto é a prova de que para alguns neste Municipio Loriga e a região ( Vales de Loriga e Alvoco) pesam muito e ocultam as suas belezas omitindo informação das promoções turisticas do próprio municipio, servindo-se muitas vezes das imagens sem qualquer identificação, está na hora de dizer basta, o Municipio só tem a ganhar com a mudança de atitude, só assim conseguirá medir forças com a Covilhã. Não chega um gosto, um comentario será bom mas a ação é essencial!!!" CARLOS AMARO
"Não acredito!!! Só faltava mais esta!!! Para além de espoliados pelos interesses predadores das empresas que detêm monopólios privados sobre bens do domínio público, ainda somos alvo da incompetência e da ignorância daqueles que supostamente deveriam pugnar pelo interesse público." DR. JOAQUIM PINTO GONÇALVES
domingo, 4 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
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