sábado, 12 de fevereiro de 2011

"E Então Nasce Livremente", de Gisela Ramos Rosa




Sempre que nasceres pergunta
vive o espaço que se prolonga em ti
para além de ti vai caminha lentamente
nunca será em vão a indagação
sobre linguagem dos homens e das mulheres
as construções que a teus olhos se deparam
acredita nas imagens primeiras
os sentidos serão a chave reveladora o mapa
intui uma melodia ela levar-te-á
além da porta

Sempre que nasceres canta
eleva um cântico abre uma via um umbral
propaga-te como um espelho de ti mesmo
onde possas incluir os Outros
procura sempre um lugar dentro de ti
e repousa sonha o mais possível
nunca recues sem saber se é oportuno Seres
naquilo que em cada instante se desfaz
para se refazer no que serás em movimento
como uma dança, um bailado

e então nasce livremente
e sempre que nasceres pergunta
se és tu e depois caminha

Gisela Ramos Rosa, 24-12-2009

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