O meu país está como está!... No Buraco!... Não me interessa muito quem são os culpados, ou melhor, interessa-me. Mas, sabendo como se passam as coisas em Portugal, nunca ninguém vai pedir contas e qualquer conversa sobre o assunto vai resultar numa troca de palavrões que apenas porão em causa a virtude de algumas mães que merecem todo o respeito por parte de qualquer filho, seu ou outro.
Posto isto, precisamos de ajuda e será sempre melhor pedir a instituições credíveis e países democráticos onde o respeito e os valores ditos civilizados imperem. Portanto, ao F.M.I. e aos parceiros comunitários da União Europeia. Os partidos políticos têm que saber sentar à mesa e, mesmo que não saibam mexer nos talheres, saibam estar civilizadamente e dialogando com compostura. O Estado e o país têm que se compor e se não há dinheiro não há vícios. Os partidos têm que se portar como membros de uma família normal: unirem-se e jogarem pelo mesmo interesse, o bolo chamado Portugal e não andarem a lutar e berrar pelas migalhas da fatia. Os parceiros sociais têm que fazer o seu trabalhinho e ajudar. Se os sindicatos querem lutar contra o F.M.I., então, Força!... Arranjem soluções e alternativas!... E não o lutar pelo lutar, isso qualquer um facilmente deita ou bota a baixo…
Os patrões não podem ver no despedimento, na redução de salários ou na subsídio-dependêndia do Estado o bem para todos os seus males, dediquem-se a ser mais imaginativos, proactivos ou leiam os clássicos da Economia e da Gestão; em bom português: arregacem as magas e safem-se!
O Estado tem que emagrecer, mas não com o esforço dos funcionários públicos, mas com o acabar com certas parcerias com os privados que só prejudiquem o Estado, não cumprindo prazos e violando orçamentos. Deve acabar com tantos pareceres a escritórios privados de advogados, economistas e gabinetes de engenheiros. Cortar a direito e na medida das suas possibilidades a todos os portugueses e não esquecendo ninguém. Acabar com tantas avenças e assessorias. O Estado Português está cheio de Técnicos Superiores, use-os corretamente. Só depois de amanhã é que podem ser construídas propostas sérias por parte dos partidos e fujam do que prometer muito e tudo de bom e maravilhoso. Têm que ser rápidos, concretos e não esperar nada de bom. Enquanto isso, será bom que mostrem claramente as contas sobre o que devem, a quem devem e porque devem.
Caso contrário, funcionará a máxima da minha avó Alice, que dizia que na desgraça só se desgraça o desgraçadinho, pois os outros fogem.
Haja coragem e que se exija muito de nós e nada de mais ninguém, muito menos desculpas e culpas.
:)
ResponderEliminarParabéns. Artigo muito bem escrito, revelando um profundo conheciomento da situação, destemor, e, acima de tudo, um saber todo de experiência feito.
ResponderEliminarSaudações
José Carreira
Muito Obrigada, Primo. Um Forte Abraço cheio de Saudade e Amizade. :)
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