quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Hoje, Finais de 2013 do Século de Toffler.

Lisboa, com o Castelo de São Jorge ao cimo. Fotografia minha...

"Tantas vezes o espírito de grandes eventos precede os mesmos; e no dia de hoje caminha já o amanhã..."

SAMUEL TAYLOR COLERIDGE




Hoje cá estamos em pleno Advento dos católicos e num Mundo em constante mudança.

Em breve a Faixa de Gaza deixará de ter água potável e muitos passarão a compreender por que é que Al Gore recebeu o Prémio Nobel da Paz, com a ajuda de "Uma Verdade Inconveniente", e como são bem reais as palavras agora escritas no seu "The Future". Chegámos ao século tantas vezes apregoado por Alvin Toffler.

A tecnologia tende a ser mais rápida do que a capacidade humana de a assimilar, entender e usar de forma útil e produtiva.  
Rapidamente desenha uma arma em Lisboa que é aprimorada em Sidney, confirmada em Palo Alto e fabricada em Bangalore numa fábrica ou numa impressora 3D, em casa de um particular na Nigéria, bastando ter um smartphone ou um tablet, rede www e uma impressora 3D, ao resto chega lá pesquisando no Google ou na Craig List.
A própria língua deixou de ser uma barreira, com o Google Translator. "Um Jogo Sem Fronteiras", como na música de Peter Gabriel. Qualquer criança com acesso à Internet descobre vídeos, manuais e programas gratuitos de CAD como 2D Inkscape, 3D Google SketchUp, 123D Catch Tinker CAD da Autodesk. Com 1000 euros já se consegue ter uma  boa impressora 3D ou um Scanner 3D MakerBot, bastando ter uma Web Cam e um projector, pois até o software Meshlab , para limpar a imagem, é gratuito.

 Começamos a ter um Mundo de ‘fabricantes’ domésticos e com muita coisa de borla, como já o anunciara  Chris Anderson , na "Cauda Longa", em “FREE" e agora em “Makers”. Hoje pode desenhar em casa e depois fabricar o que quer que seja via Internet em sítios como PONOKO ou SHAPEWAYS. Ao mesmo tempo, abundam  Shanzhai ( palavra ‘bandido’ em mandarim) que copiam e traficam tudo o que se vai construindo no Mundo dito desenvolvido e Ocidental. 
É este Mundo que se vai denegrindo e caindo, com a descrença na Democracia minada por políticos europeus mimados nos confortos dos cargos que ocupam e em acordos e vendas pessoalmente rentáveis que atrofiam o Futuro da Europa, sem soluções, na redução desesperante dos salários, como pólo máximo de ideias. E os políticos americanos num fervor exagerado do medo dos terroristas e na criação de um Big Brother que mina a mesma Democracia e Liberdade que ergueram a América.

O Mundo caminha cada vez mais desigual como o descreve Joseph E. Siglitz, Prémio Nobel da Economia em 2001 no seu livro “The Price of Inequality” ( na Bertrand denominado o “O Preço da Desigualdade”), quer pelo que há de humano em nós e que António Damásio saberá explicar de forma genial e simples; ou pelos condicionalismos demográficos que de forma, igualmente simples e genial, são explicados por Stephen Emmott, em “10 Biliões”, que afinal bem contados serão 28 de seres humanos até ao final do Século XXI (se não morrermos com as radiações das baterias dos telemóveis e dos carros eléctricos), com o rigor do cientista que é e com a esperança na sua prática diária da “Condição de Falseabilidade” de Karl Popper de tentar demonstrar que está errado ou procurar explicações alternativas para os resultados de que dispõe.
Em tudo isto, o Mundo Global de Henrique, O Navegador tornou-se uma interessante e assustadora realidade. A língua portuguesa nunca teve tanto futuro, mesmo que atrofiada por um Acordo Ortográfico que os falantes tenderão, nos 5 continentes onde é falada, a ignorar e a matar, recomendo também sob a coordenação de Luís Reto, o livro “Potencialidade Económica da Língua Portuguesa". O Mundo será mais simpático para aqueles que forem educados como o foi a Ínclita Geração, por uma rainha da Casa de Lencaster e como Toffler o adivinhou, de que ao longo das nossas vidas teremos de aprender e desaprender vários saberes e destrezas. Adaptarmo-nos para sobrevivermos como apregoava Darwin. Temos de Saber como Saber e estarmos preparados a usar esse Saber para sabermos algo totalmente diferente.
Em breve, coisas básicas da electrónica como um Kit para principiantes de Arduino, um ferro de soldar ou um multímetro digital, serão ferramentas normais em adolescentes mais interessados em evoluir do que em estagnarem o pensamento com uma nova Play-Station.


De fora ficarão os Anónimos que serão cada vez mais e o inimigo será invisível como o declamou Dame Judi Dench, ao ler “Ulisses de Lord Tennyson”, no filme Skyfall", num Mundo apressado que destruirá profissões mais depressa do que a câmara dos smartphones destrói os fotógrafos profissionais dos jornais. A TV e os jornais também terão os dias contados e mesmo o Cinema contará cada vez mais com a animação computorizada sem que nos surpreendamos tanto como quando vimos James Cagney  e outros, num anúncio colorido a um refrigerante famoso. O Mundo está cada vez mais a exigir do intelecto dos seres humanos, quer em Saber, quer na Imaginação que era o mais importante de tudo para Albert Einstein, pois até os Japoneses que possam sobreviver ao Inferno de Fukushima, querem aproveitar a Lua e colocar-lhe um Anel para fabricarem Energia Verde. Haja esperança e vontade de vencer.

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