...E um excelente trabalho do Expresso alusivo ao 25 de Abril de 1974, em:
http://expresso.sapo.pt/especiais/25abril/index.html
Em Loriga, na Serra da Estrela, o cômbaro é um muro tendencialmente de granito que sustenta os famosos socalcos que ladeiam a vila.
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sexta-feira, 25 de abril de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Passadoras de homens e outras aventureiras...
Interessante, também hoje no 'Público' em...
http://www.publico.pt/portugal/noticia/passadoras-de-homens-e-outras-aventureiras-1631504
Hoje Saiu no 'I'...
...Mas pergunto eu, numa Ditadura pode-se desconfiar da honestidade dos políticos sem se correr o perigo de virar preso político?...
domingo, 23 de março de 2014
sábado, 16 de novembro de 2013
Não é "defender" a Constituição, é "defender" o Tribunal Constitucional, por José Pacheco Pereira
Não é
"defender" a Constituição, é "defender" o Tribunal
Constitucional
PÚBLICO, 16/11/2013 - 00:15
Em muitos momentos da História foi o
falhanço do sistema judicial último que permitiu o fim das democracias.
Já que há por aí abundantes “pressões” para que o Tribunal
Constitucional não aplique a Constituição, venho aqui “pressioná-lo” para que a
aplique.
Não é por razões jurídicas,
nem de interpretação constitucional, para que não pretendo ter competência, mas
por razões de política e democracia, que é a razão suprema pela qual temos uma
Constituição e um Tribunal Constitucional. É pela Constituição escrita e pela
não escrita, aquela que consiste no pacto que a identidade nacional e a
democracia significam para os portugueses como comunidade. É por razões
fundadoras da nossa democracia e de todas as democracias e não conheço mais
ponderosas razões que essas, porque são os fundamentos do nosso contrato social
e político que estão em causa, muito para além das causas daqueles que se
revêem na parte programática da Constituição.
Eu revejo-me em coisas mais
fundamentais, mais simples e directas, que também a Constituição protege e de
que, por péssimas razões, hoje o Tribunal Constitucional é o último baluarte. O
Tribunal Constitucional é hoje esse último baluarte, o que por si só já é um
péssimo sinal do estado da democracia, porque todas as outras instituições que
deviam personificar o “bom funcionamento” da nossa democracia ou não estão a
funcionar, ou estão a funcionar contra. Refiro-me ao Presidente da República,
ao Parlamento e ao Governo. E refiro-me de forma mais ampla ao sistema
político-partidário que está no poder e em parte na oposição. Quando falha
tudo, o Tribunal Constitucional é o último baluarte antes da desobediência
civil e do resto. Se me faço entender.
Há várias coisas que num
país democrático não se podem admitir. Uma é a teorização de uma “inevitabilidade”
que pretende matar a discussão e impor uma unicidade na decisão democrática.
Tudo que é importante nunca se pode discutir. A nossa elite política fala com
um sinistro à-vontade da perda de soberania, do protectorado, da “transmissão
automática” de poderes do Parlamento para Bruxelas, sem que haja qualquer
sobressalto nacional, até porque são aspectos de uma agenda escondida que nunca
se pretende legitimar democraticamente, mesmo que atinja os fundamentos do que
é sermos portugueses. É um problema para Portugal como país e para a União
Europeia enquanto criação colectiva em nome da paz na Europa e que está
igualmente presa numa agenda escondida, a que deu a Constituição Europeia
disfarçada de Tratado de Lisboa, o Pacto Orçamental para “pôr em ordem” os
países do Sul, e a que permite a hegemonia alemã e das suas políticas nacionais
transformadas em Diktat. Uma parte da perda de democracia e da
soberania em Portugal, com a constituição de uma elite colaboracionista, vem do
contágio de uma União Europeia cada vez menos democrática.
Em nome de um “estado de
emergência financeira” que umas vezes é dramatizado quando convém e outras
trivializado quando convém, seja para justificar impostos, cortes de salários e
pensões, na versão “estado de sítio”; ou para deitar os foguetes com o 1640 da
saída da troika e do
“milagre económico”, na versão “já saímos do programa”, considera-se que nada
vale, nem leis, nem direitos, nem justiça social.
A teorização da
“inevitabilidade” tem relação com a chantagem sobre o que se pode discutir ou
não. Que um ministro irresponsável resolva avançar com números dos juros
pré-resgate, isso só se deve à completa falta de autoridade do
primeiro-ministro, traduzida na impunidade dos membros do Governo. Mas, quando
se considera que os portugueses não devem discutir seja o resgate eventual,
seja o chamado “programa cautelar”, está-se no limite de uma outra e mais
perigosa impunidade: a de que os “donos do país”, a elite do poder, os cognoscenti,
mais os seus consiglieri no sentido mafioso do termo, na alta
advocacia e consultadoria financeira, o sector bancário e financeiro, o FMI, o
BCE, a Comissão Europeia, podem decidir o que quiserem sobre os próximos dez
ou 20 anos da vida dos portugueses sem que estes sejam alguma vez consultados.
Aliás, é mais do que evidente que a pressão sobre o PS para que valide a
política do Governo e da troika, e que assuma compromissos de fundo com
um “programa cautelar”, que pelos vistos antes existia, mas agora não existe,
destina-se a tirar qualquer valor ao voto dos portugueses. A ideia é que
votando-se seja em quem for, a não ser que houvesse uma maioria PCP-BE, a
política seria sempre a mesma. Esta transformação das eleições e do voto em
actos simbólicos de mudança de clientelas, sem efeito sobre as políticas, é o
ideal para os nossos mandantes e para os nossos mandados, e é uma das suas mais
perigosas consequências.
Eu revejo-me numa
democracia que assente num pacto social, justo e redistributivo, que é a
essência do conteúdo do programa do PSD e do pensamento genético de Sá
Carneiro, que se traduz numa sociedade em que a “confiança” garanta os
contratos, seja para o mundo do trabalho, dos pensionistas e reformados, como o
é para a defesa da propriedade contra o confisco. O que não aceito é que se considere
que a “confiança” valha apenas para os contratos “blindados” das PPP, para os
contratos swaps, para proteger os
bancos, para dar condições leoninas nas privatizações e taxas disfarçadas para
garantir que um governo que prometeu privatizar a RTP faça os portugueses pagar
mais para controlar parte da comunicação social. Ora, escrito ou não escrito na
Constituição, o espírito de uma Constituição de um país democrático tem de
proteger esses princípios, que são mais do que isso, são valores numa
democracia.
Fora disso, o que há é uma
lei da selva que a equipa de velhos ricos habilidosos, dedicados a proteger a
“família” e as suas posses, habituados a mandar em todos os governos, em
coligação com meia dúzia de yuppies com retorno assegurado a todos os
bancos e consultoras financeiras, e com uma classe política de carreira,
deslumbrada e ignorante, todos entendem que nessa selva são grandes predadores
e que se vão “safar”. Habituados à lei da força do dinheiro, da cunha, da
“protecção” e da impunidade, eles querem atravessar os dire
straits da actual situação com o menor custo possível. Um aspecto
decisivo desta lei da selva é a desprotecção dos mais fracos, daqueles cuja
vida pode ser destruída por despacho, os expendables, aqueles cujos
direitos são sempre um abuso, e para quem as garantias não estão “blindadas”.
Se o Tribunal Constitucional não nos defende do retorno a esta lei da selva,
todos os dias vertida em leis escritas por aqueles que acham que estão acima
das leis, então ninguém a não ser a força nos defende do abuso da força. Que se
chegue a este dilema é o pior que se pode dizer dos dias de hoje.
Eu sou a favor de uma
revisão constitucional profunda. Muito daquilo que a esquerda louva na
Constituição, por mim não deveria lá estar. Acho o Preâmbulo absurdo. Sou
contra a “universalidade” da “gratuitidade”, mesmo nesse eufemismo do
“tendencialmente gratuito”. Tinha preferido que, após o memorando, PS e PSD
tivessem mudado a Constituição, permitindo que na Educação e na Saúde quem mais
recursos tivesse mais pagasse, até se chegar nalguns casos aos custos reais,
mesmo que isso significasse acrescentar novos ónus à função redistributiva dos
impostos dos que mais rendimentos têm. Entendo que a ideia de “universalidade”
e “gratuitidade” é puramente ideológica, mas socialmente injusta e que algumas
alternativas às políticas “inevitáveis” passassem por aí. Por isso, quem isto
escreve não o está a fazer em defesa de muito que está na Constituição, ou se
pensava que estava, visto que já se viu que a Constituição protege menos do que
o que se dizia. Esse equilíbrio, resultado de decisões moderadas do Tribunal Constitucional
e que, contrariamente ao que o Governo diz, têm em conta a situação financeira
actual, torna ainda mais vital que um núcleo duro de direitos e garantias
permaneça intocável.
A principal decisão do
Tribunal Constitucional, seja sobre que matéria for das que lhe forem enviadas,
sejam as pensões, as reformas, os salários, seja a legislação laboral, seja a
“convergência” do público e privado, seja o que for, terá sempre um essencial
pressuposto anterior: está o Tribunal Constitucional disposto a permitir o
“vale tudo” que lhe é exigido pelo Governo e os seus amigos nacionais e
internacionais, ou coloca-lhe um travão em nome da lei e da democracia?
É a mais política das
decisões? É. E em muitos momentos da História foi o falhanço do sistema
judicial último que permitiu o fim das democracias. O melhor exemplo foi o da
Alemanha diante dos nazis e do seu ostensivo desprezo pela lei face à força.
Historiador
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Ressurreição?...
"Para alguns, o princípio da Democracia é dar e receber; dar um e receber dez."
MARK TWAIN
Lançado há um mês o livro Misha Glenny, “DarkMarket: How Hackers Became the New Mafia”, vem uma vez mais chamar a atenção para uma nova realidade. Se por um lado os cidadãos estão mais afastados dos Governos dos diferentes Estados e vice-versa, igualmente nascem novos conceitos e concepções da realidade política e social, como o Banco Alimentar Contra a Fome, wikileaks e Anonymous. Por outro lado, os Governos do planeta empobrecem seriamente a Democracia ao relegarem para segundo plano a Meritocracia de cada um ascender na sociedade pelo seu próprio esforço e ao endeusarem a Plutocracia, em que o dinheiro vale para tudo, em que direitos e valores se trocam por lugares em empresas e notas na carteira. Como se a Vaidade fosse o destino de cada um…
Assiste-se igualmente a uma espécie de ascensão da crença comum ou opinião popular, a Doxa (δόξα) dos Gregos, sobre a Verdade, pois quem tem a obrigação de a dizer, muitas vezes, a omite. Assim, surgem uns aldrabões que espalham uns boatos, muitas vezes menos sérios do que a já baixa credibilidade dos políticos.
Os políticos pedem, na generalidade do Hemisfério Norte do Planeta Terra, sacrifícios para pagarem uma crise, com base em falcatruas, cambalachos e vigarices de uma minoria que raramente é responsabilizada pelo dano, enquanto enfiam uns milhões de euros em bancos fraudulentamente falidos por ex-colegas de ofício que, por ambição de miserável, um dia sonharam morrer ricos e com pouco esforço. Ser Chico-Esperto, se se desviarem uns bons milhões pode ser uma virtude, pois qualquer Governo mais facilmente sacrifica um cidadão honesto, discreto e anónimo do que um bandido.
Quando se vêem ex-espiões, antes acusados pela Justiça a serem nomeados como assessores do Governo, facilmente que imagina como de tão real pode ser o Senhor Silva, não o do Dr. Alberto João Jardim, mas o do filme “Skyfall”, com Bond… James Bond.
Esperemos todos que um dia, num Mundo mesquinho de maniqueístas, os Bons voltem a ser Bons e os Maus desapareçam… antes que todos comecem a pensar que os últimos são a salvação do planeta…
Se calhar o Mundo não precisa de nenhuma Revolução, de nenhuma atabalhoada Refundação, mas de uma Ressurreição da Democracia…
Deixo
O livro…
O filme…
…E explore o Atlas dos Grupos de Piratas Informáticos…
Tenha uma bela Quarta-Feira…
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