Em Loriga, na Serra da Estrela, o cômbaro é um muro tendencialmente de granito que sustenta os famosos socalcos que ladeiam a vila.
domingo, 23 de março de 2014
A Fabrica de Chocolat Alain Ducasse
Construída a partir de uma velha Garagem Renault no centro de Paris, perto da Place de la Bastille, a nova fábrica de chocolate de Alain Ducasse foi criada com a vontade de voltar às raízes da produção de chocolates: um trabalho cuidadoso, lento e paciente, o artesanato e as máquinas como um saboroso ofício... Felizmente graças à Loripão, na Suíça Portuguesa, também temos Chocolates e dos melhores...
La manufacture du chocolat Alain Ducasse from BLAST PRODUCTION on Vimeo.
La manufacture du chocolat Alain Ducasse from BLAST PRODUCTION on Vimeo.
sexta-feira, 21 de março de 2014
O Futuro, Querida Mamã...Hoje, Dia Mundial da Síndrome de Down
Este é um vídeo muito impressionante. Uma mulher grávida descobre que seu filho vai ter Síndrome de Down e perguntou o que vai ser assim. Em resposta, o grupo de defesa italiano Coor baixo reuniram 15 pessoas com Síndrome de Down de vários países para responder a sua pergunta. 21 março de 2014 marca o 9 º aniversário do Dia Mundial da Síndrome de Down.
quarta-feira, 19 de março de 2014
TERRA...
Eu sou
E são montes
E são vales
Das vezes que te sonho
Correndo o teu corpo
Por becos e quelhas
Em eiras e ribeiras
Courelas e tapadas
Sonho-te
No bater dos teares
No amassar do pão
No cozer da broa
Quero-te
No calor da braseira
Na novena da igreja
Na fogueira do adro
E na geada da manhã
Perco-te
No Quebra-Costas
Acho-te
Nos Passos do Senhor
E mergulho-te na Currilha
Em cada fonte tua
Ou no Reboleiro
Ou no Reboleiro
Sinto a alma de cada um
Em cada levada e rego teu
Parte um pouco de mim
Ao abandono
Um dia
Hei-de enterrar-me
Rasgar-me como todos
No teu seio
Sentir-te
como a Mãe que partiu
Juntar-me a ti
E para sempre
Ficar contigo
E com os meus,
Loriga!segunda-feira, 17 de março de 2014
A Despropósito
( Respondendo ao desafio do amigo António Roças Roberto, no Facebook)
A despropósito…
Adoro quando o dia é azul… ou de um cinzento intenso…
Adoro lençóis de linho, de cetim ou de algodão com cheirinho a sabão “azul-e-branco”.
De acordar e ir beber água.
De acordar com o toque de uma simples tecla de um piano ou o choro de um violino.
De tomar um longo banho e de teimar sempre em prolongá-lo.
De lavar a face várias vezes ao dia.
De constantemente lavar as mãos.
De ver o correr da água pelos dedos da mão.
Do perfume que fica no ar quando acaba de chover.
Do pão quente, estaladiço, acabado de sair do forno.
De ver derreter a manteiga ou o doce sobre o pão.
De picar o ovo escalfado.
De um aromático chá.
De um intenso café.
De um copo de sumo.
Do silêncio dos lugares vazios.
Da alegria dos lugares cheios.
De cozinhar.
De todas as manhãs do mundo.
De encher os pulmões com ar.
Do chilrear dos pássaros.
Das Estações do ano.
Do dia.
Da noite.
Da manhã.
Do amanhã e do depois.
Do arco-íris.
Das cores.
Da chuva.
De rir.
Do meu constante descontentamento.
Do nascer e do mirrar na natureza.
De semear e colher flores.
De relâmpagos, mas não dos trovões.
Da Saudade.
Da ânsia do Futuro.
Do Presente.
De Janus.
De dar presentes.
De não sentir dores.
Do sorriso de todas as crianças.
De beicinhos nas meninas e nas senhoras.
Das ruas limpas.
Das pessoas compostas e asseadas.
Do “combíbio”.
Do “Joyeux de Vivre” dos outros.
Do “Quickening” em mim.
Da constante eudaimonia.
Do asseio verbal e das palavras bem ditas.
De quando enrolo as palavras e as letras…
De Amar, beijar, abraçar prolongadamente…
De um passou-bem com mão firme e açambarcado.
De amar cada vez mais quem perdi e quem vou conhecendo.
De nunca me avezar a atar os sapatos com a mão direita.
Do vento da Serra a tocar no rosto.
Das mãos enterradas na neve.
Dos melros no jardim do meu avô.
Do cheiro de uma maçã acabada de cortar.
De pensar, ler, ver, andar, mexer, tocar, ouvir, cheirar e sentir.
De livros.
De argumentar.
De escrever.
De desenhar
De sonhar.
De desafiar.
De realizar e atingir.
Do sabor do vinho.
De fazer vinho.
De conhecer as videiras como cada canto das minhas mãos.
Do acordar da terra visto do mirante de Loriga…
Do anoitecer no Castelo de Lisboa.
De cada segundo no rochedo de Dover.
De todos os lugares.
De viajar.
De partir sem destino e hora para chegar.
De montar a cavalo.
De cavar terra.
De chorar de alegria.
De mergulhar no mar e ao erguer dele levar com uma onda na face.
De quando me sinto muito forte, levar um abanão da vida.
De quando estou fraco, alguém me erguer.
De procurar a importância do tudo no nada e do nada no tudo.
De viver com vontade e intensamente…
…e de me aturarem até esta linha…
Adoro e “prontos”!!...
terça-feira, 11 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
Uma Mulher no Dia Internacional da Mulher....
Calçada de Carriche
Luísa sobe, sobe a calçada,
sobe e não pode que vai cansada.
...Sobe, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa, larga que larga,
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa, larga que larga,
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada,
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
António Gedeão
segunda-feira, 3 de março de 2014
sábado, 1 de março de 2014
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